Arquivo em Novembro 2020

Novena da Imaculada

Primeiro Dia

Oh! Maria puríssima, cuja pureza intemerata foi já outrora figurada naquela misteriosa sarça, que rodeada de chamas permanecia ilesa, por piedade extingui em nós o fogo da maldita concupiscência, pela qual muitas almas vão arder miseravelmente nas chamas do Inferno.

Ave-Maria e Glória ao Pai

* Santa Catarina Labouré *

A “medalha milagrosaé fruto da visão que a vicentina Catarina Labouré teve da Virgem Maria em 1830. Na visão, a Imaculada apareceu como está na imagem e pronunciou a oração “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós”, exatamente como a conhecemos. Irmã Catarina foi batizada com o nome de Zoe de Labouré. Filha de uma numerosa família de fazendeiros cristãos, nasceu em 2 de maio de 1806, na região de Borgonha, interior da França. Na infância, ficou órfã de mãe e desde então “adoptou Mãe Maria” como sua guia, dedicando-lhe grande devoção. Cresceu estudiosa, obediente e muito piedosa. Aos dezoito anos, a vocação para a vida religiosa era forte, então pediu ao pai para segui-la, mas ele relutou. Dada a insistência por anos a fio, ela já estava com vinte e quatro anos, antes de consentir preferiu mandá-la a Paris, para que testasse sua vocação. Chegou em abril de 1830 na cidade, e logo percebeu que estava certa na decisão, pois não se motivou com os encantos da vida agitada da sociedade urbana. Então, em maio, com autorização de seu pai, iniciou o noviciado no Convento das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris mesmo. Quando recebeu o hábito das vicentinas, mudou o nome para irmã Catarina. A jovem noviça impressionava pelo fervor com que rezava na capela das vicentinas, diante do relicário de são Vicente de Paulo, onde tinha constantes visões. Contou ao confessor que primeiro lhe apareceu várias vezes o fundador, depois as visões foram substituídas por Jesus eucarístico e Cristo Rei, em junho do mesmo ano. Orientada pelo confessor, continuou com as orações, mas anotando tudo o que lhe acontecia nesses períodos. Assim fez, e continuou o seu trabalho num hospital de Paris.

Na noite de 18 de julho de 1830, veio um anjo e a conduziu à capela da Casa-mãe, onde Catarina conversou mais de duas horas com Nossa Senhora, que avisou sobre os novos encontros. Ela voltou a aparecer em novembro e dezembro. A que mais chamou a atenção foi a de 27 de novembro, quando veio em duas sequências, que, por uma intuição interior, Catarina pensou em cunhar numa medalha. Foi assim que surgiram as primeiras, em junho do ano seguinte. Também foi criada a Associação das Filhas de Maria Imaculada, que propagou o culto a Nossa Senhora Imaculada através da medalha. Desde aquela época, passou a ser conhecida como “a medalha milagrosa”, pelas centenas de curas, graças e conversões que produziu por intercessão de Maria.

Depois disso, as visões terminaram. Catarina Labouré morreu em 31 de dezembro de 1876, em Paris, onde trabalhou quarenta e cinco anos, no mesmo hospital designado desde o início de sua missão de religiosa vicentina. Foi beatificada, em 1933, pelo papa Pio XI e canonizada pelo papa Pio XII em 1947. Seu corpo está guardado num esquife de cristal na capela onde ocorreram as aparições. Para a família vicentina, o Vaticano autorizou uma festa no dia 28 de novembro. A celebração universal a santa Catarina Labouré foi marcada no dia de sua morte pela Igreja de Roma.

* A Senhora Milagrosa *

Em 27 de novembro de 1830 Nossa Senhora apareceu à noviça Catarina Labouré, da Companhia das Filhas da Caridade, em Paris, França. A Santíssima Virgem revelou-se ali como Nossa Senhora das Graças. Em seguida, na visão, Nossa Senhora revelou a frente e o reverso da Medalha e pediu que Catarina a mandasse cunhar, dizendo que quem a usasse com fé e devoção receberia muitas graças. Em pouco tempo, mais de um milhão de Medalhas tinham sido distribuídas e milhões de graças tinham sido derramadas em várias partes do mundo. E a Medalha revelada pela Virgem Maria é cheia de símbolos poderosos e cheios de significados. Vamos compreendê-los.

Na frente da Medalha – Nossa Senhora das Graças

A imagem de Maria que aparece na frente da Medalha é a de Nossa Senhora das Graças. Sabemos disso por causa de alguns sinais: 1) Sua maneira de vestir com cinto fino, véu e manto sobre a túnica. 2) Ela pisa sobre o globo terrestre e sobre a serpente. Ela é a senhora que esmaga a cabeça da serpente, a corredentora junto com Nosso Senhor Jesus Cristo. 3) De suas mãos saem raios. Esses raios são as graças que Nossa Senhora recebeu de Deus e pode dar a todos os que a pedirem. Segundo o relato de Santa Catarina Labouré: ‘As mãos da Virgem estenderam-se para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas. A Santíssima Virgem disse-me: ‘Eis o símbolo das Graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem …’ Porém, ela lamenta: ‘mas ninguém me pede…’

O texto na frente da Medalha Milagrosa

O texto na frente da Medalha Milagrosa é uma jaculatória, ou seja, uma oração curta e poderosa, que Nossa Senhora ensinou a Catarina Labouré e pediu que todos a repetissem constantemente. A jaculatória está em Latim e significa: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós’. O termo ‘Concebida sem pecado’ refere à Imaculada concepção de Maria.

No reverso da medalha

12 estrelas

As doze estrelas na borda do reverso da Medalha Milagrosa simbolizam os doze apóstolos e a Doutrina dos Apóstolos. Significa que Nossa Senhora nunca contradiz o ensinamento dos Apóstolos e da Igreja. Significam também que Nossa Senhora é Rainha dos Apóstolos e que todo ‘Apóstolo verdadeiro’ carrega as bênçãos da Mãe de Jesus.

A cruz e a letra M

Santa Catarina relata: ‘…vi no seu reverso: a letra M, tendo uma cruz na parte de cima, com um traço na base.’ A letra ‘M’ é a inicial de Maria. Observe que o ‘M’ está abaixo da cruz, simbolizando que Jesus é superior a Maria. E o ‘M’ está entrelaçado na base da cruz. Significa que Maria e Jesus estão entrelaçados, unidos, inseparáveis. Maria tornou-se a corredentora da humanidade, em Jesus, desde o momento em que disse sim a Deus e Jesus se encarnou em seu ventre. E, no momento da morte de Jesus, na hora da cruz, Maria também estava lá, de pé, sofrendo com ele e dando-lhe forças no momento derradeiro. Portanto, Maria faz parte de toda a vida humana de Jesus e de sua missão salvadora.

Os Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

Santa Catarina continua seu relato: ‘…abaixo, vi os Sagrados Corações de Jesus e de Maria. O de Jesus, cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas.’ Os Sagrados Corações de Jesus e de Maria estão presentes na Medalha Milagrosa. As chamas nesses dois corações simbolizam o amor que eles tem por cada um de nós. A espada no coração de Maria lembra-nos a profecia de Simeão: ‘Eis que uma espada de dor transpassará teu coração…’ A espada e a coroa de espinhos no coração de Jesus simbolizam o sofrimento que eles quiseram viver pela salvação da humanidade. Esses dois corações, são, na verdade, uma prova de amor de Maria e de Jesus para com todos nós. Por isso, devemos trazer esta Medalha Milagrosa com toda confiança e fé, sabendo que a mensagem que ela transmite através dos seus símbolos são de vida e de amor.